Afinal, o que é a Promessa?

on quarta-feira, 21 de agosto de 2013

No Hinário 4 havia um hino, de número 233, que falava "Manda, Senhor, a Promessa do Teu Espírito Santo", mas ele agora mudou e muita gente anda se perguntando o que aconteceu com a Promessa.
Na verdade, o hino foi corrigido, porque muita gente entendia errado, pois ele estava mal redigido. Quando pedíamos para o Senhor MANDAR a Promessa, na verdade queríamos dizer para que Ele CUMPRISSE a Promessa. A Promessa do Espírito Santo já foi mandada, conforme podemos ler nas Escrituras no livro do profeta Joel, antes da vinda de Cristo:

“E há de ser que depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu e na terra.” (Joel 2:28-30 – Promessa da efusão do Espírito)

Jesus Cristo também nos prometeu enviar o Espírito Santo, o Consolador quando disse:
“E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece: mas vós O conhecerei, porque habita convosco, e estará em vós.” (S. João 14:16-17)

Desse modo, como já temos essa Promessa de Deus em nossa vida, o mais coerente é pedirmos para que o Senhor a cumpra sobre nós, assim como o fez no que está escrito em Atos dos Apóstolos, capítulo 2, quando os discípulos estavam orando e o Senhor enviou sobre eles um som repentinamente e fez-se repartir línguas como de fogo, fazendo com que manifestassem em línguas diferentes, línguas de homens e línguas de anjos, até porque os partos, medas, elamitas, cretenses, árabes, por exemplo, os ouviam falar em sua própria língua materna.
Assim, a nova redação do mesmo hino anteriormente mencionado torna-se mais coerente com a Palavra de Deus, clamando: “Manda os Teus dons celestes pelo Espírito Santo”, deixando a interpretação muito mais ampla da anterior, que, no consciente coletivo, referia-se à evidência de novas línguas. Os dons celestes são muitos e não podemos ser ignorantes:

“Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos que sejais ignorantes. Ora há diversidade de dons, mas o Espírito e o mesmo.” (I Coríntios 12:sortidos)

Baseado pelo que diz na Primeira Epístola do Apóstolo São Paulo a Timóteo, capítulo 4, verso 14, que atesta que todos nós, os que também fomos batizados em nome do Espírito Santo, o recebemos no ato do batismo, durante a imposição de mãos sobre nossas cabeças, o ministério da Congregação Cristã no Brasil redigiu, em 1999, um Tópico de Ensinamento, durante a Assembleia Geral Anual de Ensinamentos no Brás, que esclarece sobre “o recebimento do Espírito Santo e batismo com o Dom de línguas”, como se lê:

“Ao aceitarmos a fé em Cristo, o Espírito Santo se manifesta em nós e, enquanto formos fiéis, permanece conosco para operar a nova vida debaixo da Graça e consolar-nos até a vinda do Senhor Jesus. Quem crê já recebe o Espírito Santo, embora não tenha ainda o Dom de línguas.
Nenhum crente, andando em sinceridade de coração, deve pensar que não tem o Espírito Santo, nem deve pensar que não está salvo só porque não foi batizado com o Dom de línguas, que é um dos muitos dons do Espírito, pois pelo Espírito Santo uns têm ministério, outros sabedoria na Palavra, outros têm a ciência, outros a fé, dom de cura, maravilhas, discernimento, outros as línguas, outros a interpretação delas (I Coríntios, 12, v. 5 ao 11), mas o Penhor do Espírito Santo está em todos para recebermos a vida eterna, no reino de Deus.” (Tópico de Ensinamento – 1999)

De forma simples, acredito ter esclarecido um pouco acerca da retirada do termo “Promessa” no sentido em que era utilizado no hinário anterior, ganhando agora, uma visão mais ampla. O Hinário 5 trouxe renovo à igreja, exigiu maior empenho dos músicos e organistas, da dedicação dos encarregados, maior atenção da irmandade ao cantar e, em geral, suas novas poesias corrigiram erros doutrinários ou de má interpretação. Para finalizar, deixo o Hino 16 do novo hinário (anteriormente “Envia, ó Deus, Teu Penhor” – “Penhor” é assunto para uma próxima postagem), que ilustra perfeitamente que buscamos o cumprimento da Promessa do Espírito Santo: os Dons celestes.

“Promessa excelente fizeste, ó Deus, fiel cumprimento a Palavra terá; sentir Teu Espírito querem os Teus; Teu povo clamando está. Oh! Vem despertar-nos, amado Senhor; o Espírito Santo envia dos céus; com fé aguardamos o Consolador, que faz virtuosos os Teus. O Teu Santo Espírito nos guiará em toda a verdade, justiça e amor; por Ele Teu povo ensinado será; Teu Dom aguardamos, Senhor. Envia, ó Deus, por amor, Teus dons pelo Consolador. Vem nos revestir de poder divinal; visita-nos, Pai eternal.”

Hino 44 - Sol da justiça - CCB

on sexta-feira, 5 de abril de 2013



hino 44 do nosso HINÁRIO 5, na verdade corresponde ao hino 283 do antigo “HINÁRIO 1” (Em italiano). Enquanto no HINÁRIO 5, o hino 44 possui o título “Sol da Justiça”, este mesmo hino no antigo Hinário 1, possuía o título “Sole divino, Sole divino” (Sol divino, Sol divino).   Vários hinos do HINÁRIO 1, voltaram a estar à disposição da irmandade no HINÁRIO 5. O hino 44 é um deles, apenas que no antigo, o hino 44 constava apenas com um Fá sustenido na quinta linha, mas no hinário atual consta um Si bemol na terceira linha.

Amor, paz e santificação!

on sábado, 10 de novembro de 2012

            Lembro de quando ainda era (mais) criança, com meus 6, 7 anos (ou até menos) sentado ali com a minha mãe durante o culto, entre mulheres com um véu sobre a cabeça e segurando um pequeno livro preto com muitos hinos.
            Dentre mais de 450 melodias e poesias, algumas pra mim sempre foram marcantes. Lembro de como me enchia de felicidade quando pediam o “Oremos sem cessar, clamemos sem cessar, se Deus tardar, não deixemos de orar; Ele atenderá e nos ajudará; mesmo tardando, jamais faltará” (Hino 374) e como tinha decorado em minha mente a certeza do “Creio, creio em Jesus, meu Salvador, oh! Sim, eu creio! Creio, creio, eu creio nas promessas do Senhor” (Hino 107), e da euforia quando se cantava “Eu sou um cordeirinho, Jesus é o meu Pastor; sou um feliz menino nos braços do Senhor; a Sua voz conheço, também o Seu querer; a Ele obedeço disposto e com prazer” (Hino 441).
            É incontestável também como eu sentia medo do “Todo o que crer e for batizado, salvo será, falou o Senhor, mas quem não crer já é condenado por desprezar o seu Salvador” (Hino 195), do “E quando o teu fim chegar e te cobrir o véu da morte, qual há de ser a tua sorte: irás sofrer ou irás gozar?” (Hino 292), e do pavor da frase final da tradução de um hino composto por Lutero que diz “Ao mandado do Eterno fugirá o rei do inferno” (Hino 381).
            Também seria injusto não falar da emoção, comoção e virtude ao cantar ou ouvir o “Já me fizeste cidadão dos céus” (Hino 433), e também, durante os batismos, “O teu coração vem a Deus entregar, rejeita o mal e, do mundo, a ilusão; a paz e o perdão só Jesus pode dar e vida eternal na celeste Sião” (Hino 332).
            Muitas das vezes ficava me perguntando o que significava tanta palavra difícil e pouco utilizada como “Pendões arvoraremos em nome do Redentor” (Hino 241), ou também “Não desanimes, pois o Redentor é Atalaia de todos os Seus” (Hino 106).
            Entre estas e tantas outras boas lembranças dos meus primeiros passos dentro da Casa do Senhor, me lembro também da dor gostosa e saudade prévia quando cantávamos “Se não nos virmos mais aqui, nós nos veremos lá nos céus, então o gozo eterno ali teremos junto ao bom Deus (Hino 277)”. Tudo isso para dizer um pouquinho mais de um hino marcante e intenso, que diz sobre separação e uma eterna união no porvir: Hino 303 – Deus nos guarde.